setembro 30, 2005

A Banda Gástrica




Em homenagem a um nos nossos ilustres confrades que se tornou pioneiro no ramo, declaro estendidas as actividades deste sítio à nobre cultura musical...
Toquem, cantem, dancem!, entrem na honda, que é tudo uma questão de saúde, não é só fachada...


setembro 29, 2005

Cuba

Há o país onde nascemos e que amamos (nem todos…) e aqueles que um dia visitamos e por ele nos apaixonamos. Para mim, é o caso de Cuba.

Entrar em Cuba é entrar num mundo surrealista, é entrar numa outra dimensão, completamente diferente de tudo aquilo a que estamos habituados.

Em Cuba evitei ao máximo os circuitos turísticos e misturei-me com o seu Povo. Dormi nas suas casas e “senti-me em casa”. Comi nas suas salas e senti que estava a partilhar a sua vida. Andei nos seus carros e senti que estava a viver uma experiência única. Ou seja, durante 12 dias vivi em Cuba.

As casas em Havana: estão velhas e a cair mas conseguimos ter a perfeita noção de como seriam antes de chegarem a esse ponto. Não se pense, no entanto, que estão sujas ou que é incómodo entrar nelas. Na realidade podemos entrar em qualquer casa e sentirmo-nos bem, confortáveis e seguros.

O ambiente: a alegria, a música e a dança são uma constante! Nos bares, cafés, restaurantes, hotéis ou, simplesmente, na rua, podemos assistir à actuação de inúmeros grupos que tocam maravilhosamente e dão uma cor e uma alegria que nunca encontrei em mais lado nenhum! A Casa de la Música no centro de Havana tem sempre um espectáculo para nos oferecer, normalmente, com muito boa salsa. A Casa de la Trova em Santiago de Cuba é um lugar “mágico” onde por vezes chegamos a pensar que pode entrar pela porta, e começar a tocar as suas lindas músicas, o nosso querido Compay Segundo.

As pessoas: Lindas! Simpáticas, cordiais, divertidas, alegres, e, apesar de todas as dificuldades, felizes! Sempre prontas a dar dois dedos de conversa, a quererem saber de onde vimos, o que fazemos, como vivemos, o que já visitamos e o que queremos visitar. Sempre dispostas a levarem-nos a um local qualquer que acham bonito e interessante visitar! É certo que têm dificuldades e que, como tal, nos tentam vender sempre qualquer coisa, ou pedem uma bebida, ou recebem as suas comissões em alguns locais onde nos levam. Mas quem lhes pode querer mal se essa é a sua grande fonte de subsistência?! Assim, os cubanos deixaram-me saudades: Oscar e Elsa, os anfitriões; Loly e toda a sua família, os amigos queridos; Ioannis e o seu par, os professores de salsa e pares perfeitos de dança; Juan Carlos, o trovador de Santiago de Cuba; Sailin, Isabel e Tainera, as meigas meninas do Malecon e tantos, tantos outros dos quais não me lembro dos nomes mas de quem nunca me hei-de esquecer!

Havana é sedutora, Santiago de Cuba é mística! Cuba é um sonho que espero poder voltar a visitar e conhecer o tanto que ficou por conhecer! A viagem foi linda e mostrou-me que há muito para viver e que para sermos felizes precisamos de bem menos do que pensamos!!

Porto de Galinhas

setembro 27, 2005

SaudadesDeCasablanca

Caso do Vestido
Carlos Drummond de Andrade



Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.



SaudadesDeCasablanca

...eu não faço ideia como consegui chegar aqui!!!

Lembrança numa noite furiosa...

A multidão em fúria

passeia placidamente nas ruas da cidade,

de mente plácida,

plácida mente,

enquanto os homens que orientam placidamente

a multidão em fúria

que placidamente passeia nas ruas da cidade,

procuram furiosamente

as soluções plácidas

que orientarão a multidão em fúria

que, placidamente, passeia nas ruas da cidade,

de mente plácida,

plácida mente,

e os sábios buscam furiosamente

as fórmulas plácidas

que, placidamente,

resolverão as dificuldades da multidão em fúria

que passeia nas ruas da cidade

de mente plácida

plácida mente

e todos, todos em suma

placidamente

procuram furiosamente,

de todas as formas plácidas,

atender às inquietações e aos anseios plácidos

da multidão em fúria

que, placidamente, passeia nas ruas da cidade,

e placidamente se assenta nos plécidos bancos das avenidas,

bebendo o ar plácido da noite,

e esperando, placidamente,

as soluções plácidas

para os seus anseios e inquietações furiosas.




"Poema da noite plácida"


António Gedeão

setembro 26, 2005

Mais um amor infeliz...




Sou apenas a cinza de uma estrela


um viajante de passagem


o rastro de uma bola de fogo arrefecida


um resto


neurónios nervos músculos ossos células


matéria perecível transformável


um bípede de fala e de guitarra


carregado de versos e metáforas


um metro e setenta e cinco de um planeta condenado


amanhã não serei senão uma faísca


um relâmpago na noite


uma faúlha


a sombra de uma sombra ou outra forma de energia


sou o último som de uma última sílaba


uma fórmula um acto uma alquimia


um desastre de Deus na escuridão do além


rosto nenhum corpo de nada


ou talvez a lágrima luminosa


de ninguém.





Terceiro Poema do Pescador, in "Senhora das Tempestades"



Manuel Alegre, 1998

setembro 23, 2005

Para um tratado dos amores infelizes.

Je vous ai apporté des bonbons




Parce que les fleurs c'est périssable


Puis les bonbons c'est tellement bon


Bien que les fleurs soient plus présentables


Surtout quand elles sont en boutons


Mais je vous ai apporté des bonbons





J'espère qu'on pourra se promener


Que madame votre mère ne dira rien


On ira voir passer les trains


A huit heures je vous ramènerai


Quel beau dimanche pour la saison


Je vous ai apporté des bonbons





Si vous saviez ce que je suis fier


De vous voir pendue à mon bras


Les gens me regardent de travers


Y en a même qui rient derrière moi


Le monde est plein de polissons


Je vous ai apporté des bonbons






Oh oui Germaine est moins bien que vous


Oh oui Germaine elle est moins belle


C'est vrai que Germaine a des cheveux roux


C'est vrai que Germaine elle est cruelle


Ça vous avez mille fois raison


Je vous ai apporté des bonbons





Et nous voilà sur la Grand' Place


Sur le kiosque on joue Mozart


Mais dites-moi que c'est par hasard


Qu'il y a là votre ami Léon


Si vous voulez que je cède ma place


J'avais apporté des bonbons





Mais bonjour mademoiselle Germaine





Je vous ai apporté des bonbons


Parce que les fleurs c'est périssable


Puis les bonbons c'est tellement bon


Bien que les fleurs soient plus présentables...






Les bonbons (version 1964)

Contributo do MEC (com a devida vénia, ao próprio, ao Expresso, e ao Zé Micks!), para o tratado do Sousa...

Elogio ao amor
(Miguel Esteves Cardoso - Expresso )
""Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma
coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode
ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível
não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O
que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se
apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém
aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de
prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais
barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das
calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de
antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor
passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa
variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor
tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se
apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do
amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,
farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas
como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de
ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do
"tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos,
bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim,
a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um
cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor
é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é
para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa
que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um
jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos
casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria,
maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao
pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse
perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não
é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão
de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu,
a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A
"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um
fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa
alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não
apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a
ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta
e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode
matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num
olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por
muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos
escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem
se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se
ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver
sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.
Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida
inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E
valê-la também.""

setembro 22, 2005

Para um tratado dos amores infelizes.

La niña de Guatemala





Quiero, a la sombra de un ala,

Contar este cuento en flor:

La niña de Guatemala,

La que se murió de amor.

Eran de lirios los ramos,

Y las orlas de reseda

Y de jazmín: la enterramos

En una caja de seda.

...Ella dio al desmemoriado

Una almohadilla de olor:

El volvió, volvió casado:

Ella se murió de amor.

Iban cargándola en andas

Obispos y embajadores:

Detrás iba el pueblo en tandas,

Todo cargado de flores.

...Ella, por volverlo a ver,

Salió a verlo al mirador:

El volvió con su mujer:

Ella se murió de amor.

Como de bronce candente

Al beso de despedida

Era su frente ¡la frente

Que más he amado en mi vida!

...Se entró de tarde en el río,

La sacó muerta el doctor:

Dicen que murió de frío:

Yo sé que murió de amor.

Allí, en la bóveda helada,

La pusieron en dos bancos:

Besé su mano afilada,

Besé sus zapatos blancos.

Callado, al oscurecer,

Me llamó el enterrador:

¡Nunca más he vuelto a ver

A la que murió de amor






José Martí

setembro 21, 2005

O casal do momento...

setembro 20, 2005

Se a Ilsa tivesse utilizado a fórmula do Vinicius a coisa tinha corrido muito melhor para eles. O chato é que não tínhamos o Casablanca. Como não somos nem o Rick nem a Ilsa aqui vai uma fórmula que, segundo reza a história, funcionava com o tio Vinicius.



Soneto da Fidelidade





De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei-de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


Para qualquer um que tenha tido que fazer uma escolha dilacerante.
Para todos os que apreciam verdadeiramente finais imprevisiveis e para qualquer um que tenha, algures, perdido um amor.
"- Play it again Sam..."




Diz o povo na sua imensa sabedoria que para quem não sabe foder até os colhões atrapalham. Não sei se o povo é sábio sempre mas neste caso parece-me que é.



Assim aqui vai, bem formatado, o poema original e a foto do Sam a tocar as time goes by. Repare-se na coragem do dito cujo que embora proibido formalmente pelo patrão de tocar tal coisa se atreveu. E cá para nós o Rick não devia ser nada bom de assoar e um despedimento em Casablanca nessa altura devia ser coisa fácil e rápida.






Mas também quem resitia à bela Ilsa?



Até o Sousita que não sabe tocar piano tocava as Czardas... e só com uma mão!







Aqui vai o texto do pedido:




Ilsa: Play it once, Sam. For old times' sake.

Sam: [lying] I don't know what you mean, Miss Elsa.

Ilsa: Play it, Sam. Play "As Time Goes By."

Sam: [lying] Oh, I can't remember it, Miss Elsa. I'm a little rusty on it.

Ilsa: I'll hum it for you. Da-dy-da-dy-da-dum, da-dy-da-dee-da-dum...

[Sam begins playing]

Ilsa: Sing it, Sam.









You must remember this

A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.

The fundamental things apply

As time goes by.




And when two lovers woo

They still say, "I love you."

On that you can rely

No matter what the future brings

As time goes by.



Moonlight and love songs

Never out of date.

Hearts full of passion

Jealousy and hate.

Woman needs man

And man must have his mate

That no one can deny.



It's still the same old story

A fight for love and glory

A case of do or die.

The world will always welcome lovers

As time goes by.



Oh yes, the world will always welcome lovers

As time goes by.







O poema original tem uma parte que é omitida no filme. Sabe Deus Porque.

Rezam assim e são o inicio:





This day and age we're living in

Gives cause for apprehension

With speed and new invention


And things like fourth dimension.


Yet we get a trifle weary


With Mr. Einstein's theory.


So we must get down to earth at times


Relax relieve the tension





And no matter what the progress


Or what may yet be proved


The simple facts of life are such


They cannot be removed.
Boa tarde a todos,

Finalmente o blog mais esperado do milénio!


Ilsa: Play it once, Sam. For old times' sake.
Sam: I don't know what you mean, Miss Elsa.
Ilsa: Play it, Sam. Play "As Time Goes By."
Sam: Oh, I can't remember it, Miss Elsa. I'm a little rusty on it.
Ilsa: I'll hum it for you. Da-dy-da-dy-da-dum, da-dy-da-dee-da-dum...
Ilsa: Sing it, Sam.
Sam: You must remember this / A kiss is still a kiss / A sigh is just a sigh / The fundamental things apply / As time goes by. / And when two lovers woo, / They still say, "I love you" / On that you can rely / No matter what the future brings-...
Rick: Sam, I thought I told you never to play-...