maio 29, 2008

As Confissões de Schmidt


Ontem, apesar da hora e do cansaço, ainda estive a ver este filme de que gosto muito.

Ao mesmo tempo ainda falei com uma amiga sobre como algumas coisas más que nos acontecem têm um resultado fortemente positivo e que, muitas vezes, nos passa despercebido. Tipo:

“Conheci alguém que me fez mal. A única coisa positiva foi que me mostrou o que era o teatro.”

“Olha, se não tivesses conhecido o teatro, não me tinhas conhecido a mim, não tinhas conhecido uma actividade que te faz feliz, não me tinhas apresentado a bicicleta e eu não tinha percebido como gosto da bicicleta.”

Deu para perceber, não?

No fim do filme o Sr. Schmidt diz que a vida dele não teve qualquer sentido, que não exerceu qualquer bem sobre uma outra pessoa. É então que recebe uma carta de um miúdo africano que ele apadrinhou e que lhe envia um desenho em que estão os dois de mão dada. Afinal ele tinha deixado alguma coisa de bom!

Mas a grande verdade é que nós deixamos sempre uma impressão da nossa passagem. Sempre! E mesmo que essa impressão seja negativa, mesmo que tenhamos causado algum mal a alguém, a grande questão está em o que é que esse alguém faz com o que recebeu de nós.

Podemos receber aquilo que parece ser o pior de uma pessoa e transformá-lo num grande bem! Digo-o com convicção porque falo por experiência.

E se por vezes praticamos o mal com alguém, essa pessoa tem sempre a possibilidade de transformar esse mal e nós temos sempre a possibilidade de nos redimirmos… se não com essa pessoa, então com outra que entretanto cruze o nosso caminho.

Mais, acho que muitas vezes recebemos o pior de alguém mas esse alguém até está a dar o seu melhor porque não consegue dar mais do que aquilo. E outras vezes, recebemos aquilo porque é aquilo que estamos a precisar no momento.

São argumentos suficientes para poder dizer que:

Não há ninguém que não tenha importância, que possa dizer que nada fez na sua vida. Ninguém!

maio 25, 2008

Respirar

Respirar …
Inspirar…
Expirar…

Respirar é actividade mais básica do nosso corpo. É uma actividade sobre a qual não pensamos muito… ou quase nada. No entanto, é a respiração que nos pode trazer o grande benefício de nos concentrarmos no aqui e agora.

Pensar no Passado traz, muitas vezes, sofrimento. Pensar no Futuro traz, quase sempre, ansiedade. Viver o Presente é o melhor que podemos fazer a cada momento.

E a respiração pode ajudar-nos. Meditar não é procurar não pensar em nada. A nossa Mente simplesmente não o permite. Meditar pode ser concentrarmo-nos no que se está a passar num determinado momento no nosso corpo. Pode ser então concentrarmo-nos no ar que vai entrando, percorrendo o nosso corpo, dando a volta e saindo pelo mesmo caminho.

A dança traz dois benefícios. Obriga-nos a respirar em condições e obriga-nos a concentrarmo-nos apenas naquele momento para que cada movimento possa sair com o máximo da perfeição.

Comecei no respirar… cheguei ao dançar. Indaguei-me se o título escolhido era o melhor… continuo a achar que sim. É que o segundo não pode existir sem o primeiro.

maio 21, 2008

Ano significativo

Hoje dei-me conta que o ano de 2008 é um ano muito significativo para mim.

Faz hoje 10 anos que vim para Lisboa para trabalhar na Expo98. Começou por ser uma experiência divertida e acabou por ser uma experiência que implicou grande sofrimento. Mal terminou a exposição regressei ao Porto e não aprendi grande coisa…

Faz em Setembro 5 anos que vim viver para Lisboa pela segunda vez. Começou por ser uma experiência dolorosa, com uma grande dose de sofrimento e de solidão. Acabou por se transformar numa experiência fantástica. Fiquei por cá e aprendi imenso!

maio 20, 2008

Estou irritada.

Detesto gente com falta de educação.

Só ainda não percebi se é burrice ou vontade de chatear!

Grrrrr!!!

maio 14, 2008

Quando se faz luz…

Às vezes desejamos muito uma coisa… e ela nunca acontece.

Queixamo-nos.

Dizemos que a vida está a ser injusta.

Dizemos que os outros não nos entendem.

Achamos que os outros nunca são como gostaríamos.

Depois, um dia, acordamos e faz-se luz:

- Aquilo que tanto desejávamos pode não estar a acontecer apenas e só por nossa responsabilidade. No mínimo podemos não estar a facilitar a situação.

maio 12, 2008

Pode um único acontecimento mudar uma forma de ser?


Sempre fui impulsiva, sempre tomei as minhas decisões sem pensar muito e sempre lutei pelo que quis sem pesar grandemente nas possíveis consequências. Ou se calhar até pensava muito mas acabava sempre por seguir o primeiro impulso. Quando queria uma coisa não me punha a pensar nas possíveis estratégias à minha disposição. Se queria isto dizia que o queria. Se gostava de algo dizia que gostava. Ia à luta. Nem sequer me preocupava grande coisa com o que os outros pudessem pensar. E se o resultado não fosse o esperado... tudo bem. Haveria outros momentos, outros impulsos a seguir e pelo menos tinha agido.

Não me dava mal com isso. Os outros também não se davam mal com isso. J

Pode um único acontecimento mudar uma forma de ser?

Hoje na maior parte das facetas da minha vida continuo a ser alguém que vai de cabeça e que luta por aquilo que quer. Mas a verdade é que há determinadas áreas em que perdi essa capacidade de ser transparente porque tenho medo de ser mal interpretada, porque tenho medo de afastar os outros, porque tenho medo de estar a ter uma perspectiva errada da situação. Tornei-me mais reservada, mais medrosa. Cada acto é pensado e repensado e se não tem o resultado esperado, sinto que talvez fosse melhor ter agido de outra forma.

Pode um único acontecimento mudar uma forma de ser?

Não devia…

maio 07, 2008

Saudades

Estou com saudades de dançar uma noite inteira sem parar!!!